As áreas classificadas fazem parte do cotidiano de indústrias químicas, petroquímicas, de alimentos, mineração, tintas, combustíveis e tantas outras operações que lidam com substâncias inflamáveis. Trabalhar nesses locais exige compreensão técnica e decisões assertivas, já que pequenos desvios podem resultar em grandes riscos.
Com base em orientações técnicas de referência do setor, este artigo explica, de forma objetiva, o que caracteriza uma área classificada, como ocorre sua divisão em zonas e grupos, e quais cuidados são essenciais para garantir segurança.
O Que é Uma Área Classificada e Por Que Ela Existe
Uma área classificada é qualquer local onde haja presença, ou a possibilidade de uma atmosfera explosiva. Segundo o conceito técnico, essa atmosfera ocorre quando gases, vapores, poeiras, fibras ou partículas combustíveis se misturam ao ar e, após a ignição, conseguem sustentar e propagar uma explosão.
O princípio que rege esse risco é o conhecido triângulo da explosão, composto por:
- Combustível
- Oxigênio
- Fonte de ignição
Se um desses elementos for controlado, o ambiente torna-se seguro. O papel da engenharia é justamente minimizar ou eliminar a possibilidade de ignição, por meio de projeto, instalação e manutenção adequados.
Classificação Das Áreas: Zonas de Risco e Probabilidade
A classificação é baseada em normas como ABNT NBR IEC 60079 e sistemas internacionais como ATEX e IECEx. Ela determina o nível de risco presente em cada local.
1. Áreas com Gases, Vapores ou Névoas Inflamáveis
- Zona 0: Atmosfera explosiva presente continuamente ou por longos períodos.
- Zona 1: Atmosfera explosiva provável durante operações normais.
- Zona 2: Atmosfera explosiva improvável e de curta duração.
2. Áreas com Poeiras Combustíveis
- Zona 20: Presença contínua ou frequente de poeira combustível.
- Zona 21: Presença provável durante operação normal.
- Zona 22: Presença eventual.
Essa classificação orienta decisões de projeto, escolha de equipamentos Ex, métodos de proteção e inspeções.
Grupos de Substâncias: Gases e Poeiras com Características Diferentes
Além das zonas, cada indústria deve identificar o grupo da substância inflamável presente no processo. O guia detalha três grandes grupos (I, II e III), com subdivisões específicas conforme as propriedades de ignição de cada material.
- Grupo IIA / IIIA: Risco menor, maior tolerância.
- Grupo IIB / IIIB: Risco intermediário.
- Grupo IIC / IIIC: Materiais altamente explosivos, exigem equipamentos de maior robustez.
Essa informação está diretamente ligada à certificação dos equipamentos elétricos, eletromecânicos e de instrumentação usados no local.
Como Escolher Corretamente os Equipamentos Ex
O tipo de proteção aplicado ao equipamento é fundamental para evitar ignições. As normas que tratam dos requisitos específicos de segurança de equipamentos elétricos definem métodos como:
- Ex d (à prova de explosão): Contém internamente uma explosão sem permitir que a chama se propague.
- Ex e (segurança aumentada): Evita centelhas e superaquecimentos.
- Ex i (segurança intrínseca): Limita energia elétrica a níveis seguros.
- Ex m (encapsulamento): Isola componentes elétricos da atmosfera explosiva.
Além disso, fatores como temperatura de superfície, grau de proteção IP (Índice de Proteção contra a entrada de sólidos e líquidos) e nível de proteção EPL (que avalia a confiabilidade de um equipamento elétrico em evitar a ignição em atmosferas explosivas) devem ser considerados em conjunto.
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